Estrangeiros querem investir em imóveis para brasileiros

Investidores estrangeiros estão com mais disposição para apostar em novos negócios no Nordeste brasileiro apesar da crise mundial. E o foco agora não são só empreendimentos turísticos mas também residenciais. Quem garante é o vice-presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (Adit), Charles Chaskelmann, que apresentou ontem o Nordeste Invest 2009, que começa no próximo dia 31, em Maceió (AL). O evento, pela primeira vez, terá como foco o segmento imobiliário residencial por causa da forte demanda de fundos de investimento estrangeiros.

“Os grandes fundos internacionais estão interessados no Nordeste porque o Brasil tem clima favorável e tem estabilidade política e econômica. Começamos a sentir mais do que nunca essa disposição para investir aqui porque o mundo está caindo, a Europa e os Estados Unidos não são mais seguros, assim como os bancos e as bolsas. Investir em turismo e em imóveis significa ter um retorno mais lento, mas significa ter segurança e o mundo mudou tanto que o que importa hoje é não perder dinheiro”, afirma.

O interesse por imóveis, não de segunda residência para estrangeiros, mas da chamada “primeira residência” para os brasileiros, se deu pelo déficit habitacional do País, pelo aumento da renda da população e pela possibilidade de expansão do crédito imobiliário. “Nos últimos anos se falou muito em segunda residência de estrangeiros, mas, com a crise, houve uma mudança. O déficit de oito milhões de casas do Brasil, a entrada de cerca de 20 milhões de pessoas na classe média, a estabilidade da economia e a democracia consolidada também foram fatores fundamentais”, acrescenta o superintendente da Adit, Peixoto Accyoli.

De acordo com ele, a intenção dos investidores estrangeiros de países como Inglaterra, Estados Unidos, Espanha, Portugal e Emirados Árabes é empregar recursos em imóveis para todos os públicos, da classe A à classe E. “Esses fundos estão querendo comprar parte de empresas ou parte de empreendimentos, tanto de habitação popular como para a classe alta. Dinheiro não falta, o que falta é projeto bem estruturado. Por isso, a Adit vai começar a capacitar empresários, para que pequenas e médias empresas também possam fazer negócio”, completa o superintendente da Adit.

Fonte:O Povo